A sexualidade é determinada pela anatomia, psicologia e
também pela cultura na qual o indivíduo vive, seus relacionamentos interpessoais
e suas experiências acumuladas durante a vida. Ela inclui a percepção de ser
masculino ou feminino e todos os pensamentos, sentimentos e comportamentos
associados à gratificação sexual, reprodução e atração entre duas pessoas.
Masters e Johnson, em 1966, introduziram a idéia de um ciclo de resposta sexual
humana, baseados em extensas observações laboratoriais. Entretanto, é importante
reconhecer que as várias fases do ciclo de resposta sexual são arbitrariamente
definidas, nem sempre sendo demarcadas uma da outra, e pode diferir
consideravelmente tanto na mesma pessoa em oportunidades diferentes quanto entre
diferentes pessoas.
Os precursores da terapia sexual, Masters e Johnson, não incluíram o desejo
sexual e seus transtornos em seus estudos iniciais da sexualidade humana, sendo
este conceito introduzido por Kaplan em 1979, definindo o desejo sexual ou
sensualidade como necessidade que impele homens e mulheres a procurar, iniciar
e/ou responder a estímulo sexual. O desejo sexual é definido como estado
motivacional ou impulso gerado no cérebro por processos neurofisiológicos
específicos, sendo exatamente igual a outros impulsos e apetites que constituem
a sobrevivência individual e das espécies.
Apetite sexual, desejo, impulso e interesse sexual são alguns dos muitos termos
utilizados como sinônimos de libido, palavra latina que significa desejo, usada
inicialmente por Sigmund Freud em Três ensaios sobre a sexualidade humana
(1905), indicando a energia que compõe a parte psíquica do interesse sexual.
Posteriormente, a libido foi definida em sentido mais amplo, como a energia
psíquica despertada por tudo que é “apetitoso”, não necessariamente no âmbito
sexual. Na literatura mais recente, libido é novamente utilizada com significado
de apetite sexual e definição bastante aceita é a seguinte: “estado mental
ativado, insatisfeito, de intensidade variável, criado por estímulos externos
(via sensorial como visão, tato, olfato, audição e paladar) e/ou internos
(fantasia, memória, cognição), que induzem a sentimento de necessidade ou “a
vontade de tomar parte de atividade sexual, geralmente com o objeto de desejo
(pessoa amada ou admirada), para satisfazer tal necessidade”.
A fase do desejo é o mais complexo componente do ciclo de resposta sexual,
podendo ser inibida por raiva, excesso de preocupação, imagem corporal e
auto-estima abaladas, além de vários medicamentos e drogas de abuso, ou
estimulado pelo toque, imagens visuais, fantasias, beijo, abraço, sensação de
comprometimento e elogios.
A maioria das pessoas descreve a libido como algo indispensável à vida e não se
manifesta sem esforço contínuo, ou seja, ser agradável ao parceiro é
imprescindível para despertar e manter a libido (de ambos) gerando um círculo
virtuoso de dar e receber estímulos libidinosos, isso não se restringe ao ato
sexual e sim, a convivência global. Para estimular e manter a libido de seu
parceiro é necessário que desde o acordar até o ato sexual consumado haja
estímulos diretos e indiretos, isso quer dizer que torpedos pelo celular, beijo
de bom dia, elogios às características do parceiro fazem parte das preliminares
da libido; outra arma importante é o abraço, o afago, o toque, seja o simples
andar de mãos dadas até as carícias mais íntimas, influenciam na libido e na
manutenção deste.
Assim, qualquer alteração da libido (desejo sexual) deve ser investigada o mais
rápido possível, isso quer dizer que se seu desejo sexual não é o mesmo que há
três meses, isso não é normal, doenças cardíacas e endócrinas podem ter como
primeira manifestação a alteração da libido, uso de medicações antihipertensivas
e antidepressivas também podem atrapalhar a sexualidade, até mesmo aquela dívida
no banco ou as notas baixas de seu filho podem influenciar sua libido, descobrir
a causa do problema é 50% do tratamento!
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