DST

DOENÇA SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL


O termo, doença sexualmente transmissível é usado para caracterizar desordens transmitidas principalmente por contato íntimo. Embora, usualmente envolva intercurso sexual, está relacionado também com  beijos, contato oral com órgãos genitais femininos, masculinos e região anal, além do  intercurso anal. Várias doenças sexualmente transmissíveis são adquiridas por via transplacentária, pela passagem através do canal de parto e durante a lactação no período neonatal. Os organismos envolvidos estão adaptados ao desenvolvimento do trato genital e estão presentes em secreções corporais e sangue.

As cinco clássicas doenças sexualmente transmissíveis são a gonorréia, sífilis, cancróide, linfogranuloma venéreo e granuloma inguinal, no entanto, o número de agentes sexualmente transmissíveis têm expandido para incluir mais de 30 microorganismos. Entre eles, podemos citar, citomegalovírus,  vírus herpes simples tipo 1 e 2, clamídia, estreptococos do grupo B, vírus molusco contagioso, Sarcoptes Scabiei, vírus hepatite, papilomavírus humano (HPV) e vírus da imunodeficiência humana (HIV).

A prevenção e controle das DSTs é baseado nos cinco conceitos a seguir:

 a) educação e aconselhamento de pessoas  com comportamento de risco para adoção de comportamento sexual seguro, ou seja, seleção de parceiros e uso de preservativos;

b) identificação de pessoas assintomáticas infectadas e de pessoas sintomáticas encaminhando-as para centros de diagnóstico e tratamento;

c) diagnóstico efetivo e tratamento de pessoas sintomáticas;

d) avaliação, tratamento e aconselhamento dos parceiros sexuais dos pacientes infectados por DST e

 e) vacinação pré-exposição.

Os meios para prevenção das DSTs envolve o uso de condon masculino e condon feminino.  Espermicidas vaginais, esponjas e diafragmas contendo nonoxynol – 9 (N-9) não são efetivos na prevenção de gonorréia, clamídia ou HIV, também sendo associados com lesões genitais, podendo aumentar o risco de transmissão do HIV.

As taxas de várias DSTs são maiores entre adolescentes. Por exemplo, as taxas de clamídia e gonorréia são maiores entre mulheres de 15 a 19 anos, e adultos jovens tem risco aumentado de infecção por HPV. 

O início precoce da vida sexual aumenta os riscos para DST e suas conseqüências, e também predispõem a continuação do comportamento de risco. Numerosos parceiros e contracepção inadequada aumentam o risco de gestação indesejável assim como DST.

Uma conseqüência da infecção por clamídia é a infertilidade, enquanto infecção pelo HPV pode levar a uma lesão cervical pré-cancerosa (NIC).

Comportamento adequado está relacionado ao conhecimento dos riscos.


Início                                HPV       


F.M.- Todos direitos reservados, 2007-2010.