Jovens apostam na adrenalina
Especialmente para o Zine
Segundo a pesquisadora em juventude sexual Regina de Castro, o cenário dos encontros amorosos pode mostrar o estágio de maturidade do jovem diante do sexo. Histórias recheadas de situações arriscadas e locais esquisitos indicam que o foco do jovem pode estar mais voltado para a travessura do que para o prazer. "Alguns jovens ligam o prazer sexual ao estímulo da adrenalina. Para esses o que interessa é correr riscos. Jovens mais maduros para viver uma relação de sexo com amor se preocupam mais com a privacidade do local", afirma Regina.
Aos 17 anos, a estudante Gabriela da Silva* conta que, namorou por 3 anos, mas por respeito aos seus pais e aos sogros preferia não ter maiores intimidades com o namorado nas casas de ambos. "Na casa de amigos também não rola! É um momento importante e não acho correto passá-lo de qualquer jeito". Para ficar à vontade com o namorado, ela optava pelo motel. Em se tratando do assunto - ainda que proibido - todos os entrevistados afirmaram já terem ido ou frequentarem motéis sem o menor problema.
A terapeuta sexual Franciele Minotto, conta que durante as primeiras experiências sexuais transar em lugares públicos, onde pode ocorrer o flagrante, pode gerar dificuldades para o orgasmo na mulher e ejaculação rápida no homem. "Isso não quer dizer que uma "rapidinha" seja algo prejudicial a saúde, mas devemos selecionar o lugar menos constrangedor. Pois, sempre poderemos ser pegos e a consequência disso pode ser dificuldade em continuar a vida sexual".
Conversar é sempre a melhor saída
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"No mundo perfeito, o ideal seria que seus pais soubessem que você iniciou sua vida sexual, apoiassem, instruíssem quanto ao uso de preservativo e anticoncepcional e dessem liberdade para que você levasse seu namorado em casa. Mas se for impraticável, tente conquistar o seu espaço aos poucos para não banalizar o sexo e nem afrontar a família", explica o sexólogo e urologista, Celso Marzano.
Apresentar o namorado (a) à família e deixá-lo (a) mais íntimo de todos e dos hábitos da casa é um bom começo. Aos poucos os seus pais vão adquirindo confiança nele ou nela e não vão se preocupar tanto em deixá-los sozinhos às vezes ou se importar se vocês fecharem a porta do quarto. Como para os meninos costuma ser mais fácil, a casa do namorado pode ser a opção mais indicada. Porque dividir a sua intimidade com o seu namorado (a) em lugares públicos, além de limitá-los e constrangi-los, também pode ser muito arriscado. Afinal, ninguém quer ser acusado de atentado ao pudor ou ser flagrado por desconhecidos em trajes mínimos.
De acordo com a sexologia, terapia sexual e ginecologia, Franciele Minotto, é necessário que pais e filhos conversem sobre esse assunto. "Não quero dizer que os pais devam "liberar" que seus filhos transem em casa, mas sim colocar algumas regras. Instruir sobre o "sexo protegido" e talvez até delimitar um tempo mínimo de relacionamento para que o filho ou filha traga a namorada(o) em casa é um bom método ", sugere a terapeuta.
"Não há como enganar-se, sexo é algo inerente a vida, em algum momento teremos de lidar com esse assunto. E quanto antes conversarmos sobre as coisas que envolvem a prática sexual saudável, antes chegaremos a soluções para esses impasses", finaliza Franciele.
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